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Cof, cof, cof!

tosse de canis

Tosse, coriza, espirros e até febre são alguns sintomas da Tosse dos Canis (traqueobronquite infecciosa), doença contagiosa que se dissemina facilmente em locais onde há vários cachorros, como canis, hotéis, creches, parques, etc. É popular e erroneamente chamada de gripe canina e ainda há quem acredite que pode ser transmitida de humanos para animais e vice-versa, o que é um equívoco – a doença acomete apenas os cachorros.

A Tosse dos Canis é causada pelo vírus Parainfluenza ou pela bactéria Bordetella bronchiseptica e, como o próprio nome diz, um dos sintomas é a tosse seca, acompanhada da produção de muco. Muitas vezes a impressão é de que o animal está engasgado e prestes a vomitar ou até sufocar, e pode ser mais frequente em casos de excitação ou exercícios.

A boa notícia é que, na maioria das vezes, não há grandes transtornos. Quando devidamente medicado, o bichinho melhora em cerca de 48 horas. “É sempre necessária a avaliação do especialista, pois a doença é porta para infecções virais secundárias, principalmente se o peludo não estiver vacinado ou apresentar baixa imunidade”, ressalta a veterinária Paula Angel Souza.

A prevenção se dá por meio da vacinação injetável ou intranasal, que pode ser ministrada a partir dos três meses. “A imunização não tem 100% de eficácia, mas caso o animal venha a contrair a doença, os sintomas serão mais brandos”, garante Paula.

Os peludos podem “espalhar” o vírus por vários dias, daí a importância de limpar bem o ambiente com desinfetantes profissionais, além de higienizar roupas, caminhas, etc. É importante, também, isolar o bichinho doente para que ele não contamine os outros com os quais convive.

As receitinhas da vovó – repouso em cama quentinha, bastante hidratação e alimentação leve – são bem-vindas. Se realmente for necessário sair com o animal, prefira coleiras peitorais para não impactar a traqueia.

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Cláudia Pizzolatto e Regina Ramoska

 

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1 comentário em “Cof, cof, cof!”

  1. Júlio César Dantas disse:

    Com todo respeito as autoras do artigo, preciso contestar alguns pontos. Dependendo do agente etiológico a gripe canina pode acometer seres humano. A gripe canina é uma doença autolimitante, portanto, independentemente de medicar o cão, a doença é debelada logo cumpra seu ciclo em torno de uma a duas semanas, entretanto, a necessidade de medicar o animal administrando antibiótico ( enrofloxacina é de primeira escolha) é uma conduta para evitar que a infecção atinja as vias respiratórias mais profundas e possa evoluir para um quadro de pneumonia. Embora o protocolo vacinal brasileiro esteja defasado ha mais de uma década, este categorizou as vacinas em essenciais (core), opcionais (nao core) e nao recomendadas. Entre as opcionais encontra-se a vacina da parainfluenza.
    A gripe canina pode ser causada por apenas um agente etiológico ou por dois agentes etiológicos concomitantemente, o que provoca maior patogenicidade; alem da Parainfluenza,o Adenovirus tipo 2 também causa a gripe cuja vacina está listada entre as não recomendadas. Não compreendo como a maioria dos veterinários recomendam “vacinar” para a gripe canina quando, em tese, o cão ja foi vacinado para os mesmos agentes etiológicos quando da vacinaçao para as viroses. O atraso científico do Brasil com relação a outros países do mundo associado ao comercio fomentado pela industria farmaceutica acaba submetendo nossos animais a procedimentos desnecessários, vale salientar que vacinas não são inócuas e, portanto, produzem algum efeito colateral.