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Como lidar com a perda de um animal de estimação?

Como lidar com a perda de um animal de estimação?

Um depoimento com dor e amor.

 

Meu primeiro cachorro morreu de cinto. Não, você não leu errado: depois de enfrentar um câncer e uma quimioterapia brava com todos os efeitos colaterais que os medicamentos poderiam trazer, Igor, meu Husky Siberiano de 9 anos comeu um cinto de couro que perfurou seu estômago e não sobreviveu à cirurgia. Recebi a notícia por telefone, friamente. “Seu cachorro veio a óbito”. Apesar das minhas súplicas, o hospital veterinário no qual ele foi socorrido não permitiu que eu estivesse ao seu lado nos últimos instantes.

 

Minha outra cachorra, Cau, morreu com 14 anos, também de câncer. Com o pulmão bastante comprometido pelas metástases e depois de uma noite com falta de ar, os veterinários, com delicadeza e empatia, sugeriram a eutanásia. Disse que ia pensar e voltamos para casa, onde naquele dia faríamos uma festa para arrecadar fundos para o tratamento. Ela não pôde participar: morreu no meu colo assim que chegamos. Sua passagem foi celebrada com todos os nossos amigos – sim, a festa aconteceu, pois havia contas e contas a pagar – e até hoje sou grata a eles pelo conforto que trouxeram naquele momento tão difícil e por me ajudarem a ver a morte por outro ângulo.

 

A minha primeira experiência resultou em um luto traumático: não quis ver o corpo, não conseguia sequer passar em frente ao local onde ele morreu e acordava de madrugada ouvindo gemidos – como na noite em que ele morreu. Segundo Nazaré Jacobucci , psicóloga e especialista em Teoria, Pesquisa e Intervenção em Luto, esse trauma pode perdurar por um longo período e, muitas vezes, demanda apoio psicológico. Não posso dizer que foi fácil lidar com a perda da Cau, mas no caso dela a progressão da doença me deixou de certa forma mais preparada para o inevitável.

 

Não é fácil lidar com perdas, muito menos conviver com a morte iminente quando nosso peludo está doente ou idoso – é o chamado luto antecipado, como explica Nazaré. “Cada pessoa reage de um jeito. Pode haver raiva, negação, quando apesar de todos os indícios o dono ainda acredita em um milagre. Em terapia, buscamos transformar esses sentimentos em compreensão, mais do que aceitação”. Segundo a psicóloga, existe a falsa ilusão de que todos viveremos para sempre, o que não é realidade, muito menos quando se trata de animais de estimação, cuja expectativa de vida é bem menor do que a nossa. A dor da perda de um peludo é igual a de uma pessoa querida, ou dependendo do nível de vínculo entre o dono e o animal, até maior.

 

 

E se…

Conviver com um animal idoso é um grande privilégio: o grau de sinergia entre o dono e o bicho atinge o grau máximo e eles se entendem só pelo olhar. Mesmo que o peludo tenha limitações físicas ou esteja doente, é importante manter as rotinas que fazem bem a ele, sempre observando as orientações do veterinário, claro. Talvez as longas caminhadas não sejam mais possíveis, mas passeios curtos, em ritmo mais lento, ou um simples banho de sol na praça, onde há cheiros diferentes e movimento, melhoram a qualidade de vida do velhinho. Uma boa ideia é investir em camas que ajudam a aliviar as dores e comedouros suspensos, que facilitam a alimentação e ingestão de água.

 

Difícil é aceitar que o fim está próximo, principalmente quando aparecem doenças graves. O que fazer quando o bichinho está em fase terminal? Deixá-lo comer seus pratos preferidos, viajar para os lugares que ele mais gosta, abraçar e beijar muito até que o cheiro deles fique impregnado em nossas narinas? São inúmeras as possibilidades de se despedir aos poucos daquele peludinho tão importante em nossas vidas, e aproveitar esses momentos pode ajudar a aliviar, um pouco que seja, a dor da perda.

 

Até porque talvez seja necessário enfrentar um dos maiores temores de alguém que tem bicho: a eutanásia, indicada apenas quando o animal está em sofrimento extremo, não se alimenta e nem bebe água ou em quadros de doença irreversíveis, quando os medicamentos não têm mais eficácia, ou quando não há mais dignidade em uma vida que foi tão plena. Vem carregada de culpa e do “e se?”. E se eu estiver fazendo errado? E se houver um novo tratamento, uma chance, um milagre? Nazaré explica que o papel do veterinário nesse momento é fundamental, pois só ele pode avaliar se há alguma esperança ou a possibilidade de novas tentativas de tratamento. O entendimento do “não há mais nada a fazer” vai acontecendo aos poucos e, chegada a hora, o dono deve ter a possibilidade de escolher como quer se despedir do animal, em casa ou na clínica, e se quer enterrar o corpo ou cremar.

 

A decisão pela eutanásia vem sempre carregada de culpa e dor para o dono. Por outro lado, por mais dura e difícil que seja, pode ser o alívio que o peludo tanto espera, e que só seu maior parceiro pode oferecer. Mas há quem simplesmente não consiga interferir e deixa que a vida siga seu curso, a despeito de tanto sofrimento para todos.

 

Em casos terminais, os veterinários costumam oferecer um questionário que permite ao dono refletir sobre o real estado do seu bicho tão amado.

 

 

Enterrar ou cremar?

Mais uma vez, trata-se de uma decisão pessoal, embora a cremação seja indicada quando o animal morre de doenças contagiosas como esporotricose, toxoplasmose, raiva e leptospirose, por exemplo. Em geral, a própria clínica veterinária aciona a prefeitura para recolher o corpo do animal, cremado mediante pagamento de taxa. Se o dono quiser ficar com as cinzas, precisa optar pela cremação individual. Já existem, também, cemitérios exclusivos para os bichinhos, que possibilitam até mesmo a realização de velório, se for a vontade da família.

 

 

E as memórias?

Um dos momentos mais doloridos após a morte do animal é retornar para casa e ver a caminha vazia, os brinquedos e vasilhas sem função, e a dúvida: o que fazer com tudo aquilo? Doar o que foi tão importante para o peludo pode ajudar outros animaizinhos – inclusive remédios. Mas tudo tem seu tempo, diz a psicóloga Nazaré. Quando o dono se sentir preparado, deve se desfazer dos objetos e, se sentir necessidade, guardar um ou outro como recordação.

 

Eu guardei a manta do meu Husky Siberiano por dois anos – e sem lavar, para sentir o cheiro daquele bicho que eu tanto amava. Já as coisas da Cau foram herdadas pelos meus outros cachorros, à exceção dos remédios, doados para uma ONG.

 

Respeito ao luto

O respeito ao luto do dono e de sua família é essencial. No Egito Antigo, onde cães e gatos eram reverenciados como deuses, os donos raspavam as sobrancelhas quando seus animais faleciam, manifestando assim a sua dor, compreendida pelos demais.  Por aqui ainda não é bem assim: raras são as empresas e empregadores que se solidarizam ao funcionário que perdeu um animal querido. “Ah, não entendo porque ele está assim, é só um cachorro ou gato…”, dizem. A pessoa volta a trabalhar ou estudar, mesmo sem condições emocionais, por não existir esse entendimento, mas Nazaré afirma que isso tem que mudar. “É preciso sensibilizar esses patrões de que se trata de um luto real, o dono não está bem. Isso não pode ser menosprezado”. Fica a dica: seja solidário com a dor do próximo. Os animais de estimação têm hoje um papel diferenciado e, muitas vezes, mais importante que muitos membros da família, e não existe prazo para o fim do luto, já que cada pessoa reage de uma forma diferente à perda.

 

Tentar ajudar oferecendo outro animal só é uma boa ideia se for desejo do enlutado, que poderá encontrar no novo amigo motivação para recomeçar. Se você perdeu um bichinho há pouco tempo e a dor não passa, considere pedir ajuda a um psicólogo, converse com amigos e não tenha vergonha de assumir seus sentimentos: perder um ente querido faz parte da vida, e você tem todo direito de chorar e se sentir triste. Com o tempo, ficam as boas lembranças e a certeza do amor incondicional que só os peludos são capazes de nos dar.

 

Claudia Pizzolatto e Regina Ramoska

 

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20 comentários em “Como lidar com a perda de um animal de estimação?”

  1. Boa noite! Meu nome é TOBY.
    Após a cirurgia de hérnia perineal no final de junho me recuperei muito bem, apesar de ter sido submetido a vários outros procedimentos cirúrgicos desde os meus 08 anos e meio de vida. No final de setembro deste ano fui submetido a uma cirurgia para retirada de um tumor na boca (melanoma) e mesmo com todos cuidados a metástase tomou rapidamente toda minha boca, não sendo possível fazer mais nada, apenas ser amparado pelo meu dono que se dedicou de todo o seu coração para aliviar a minha dor. Parti desta Terra em 21/11/18 às 00:50h para um bom descanso. Sei que meu dono está muito triste, mas nesses 12 anos e meio de vida lhe trouxe muita alegria. Lembro quando ainda tão pequeno fiquei ao lado do meu tutor, quando no ano de 2006 ele se recuperava de um câncer de boca, e meu dono não se apartou de mim até meu último suspiro. Realmente tive um dono que me deu um lar, comida e muito amor. Meu dono teve que tomar uma decisão difícil em sua vida, pois eu estava sofrendo na fase terminal que me causava muita dor, sendo então submetido a eutanásia. Me despedi de meu dono ao olhar em seus olhos, enxerguei em seus olhos as lagrimas e tristeza com a minha partida, mas que ele saiba que sua decisão foi um ato de amor e estou bem aonde me encontro. Nosso destino está traçado e não podemos mudar. Temos que viver o presente, pois o amanhã pertence somente a Deus. Agradeço a todos veterinários que fizeram de tudo pelo meu bem estar durante a minha vida.
    Assinado: TOBY * 08/05/2006
    + 21/11/2018

    1. BitCão BitCão disse:

      Sentimos sua perda, Elielson! mas vc fez tudo por ele!

  2. Tatiana Aparecida Vieira da Silva disse:

    A milnha lola, uma poodle de 9 anos, estava com ascite. Fomos no veterinario fizemos exames de sangue, ultra som, e passaram vários remédios pra ela, inclusive Pet pril de uso continuo pois a mesma estava com sopro no coração q seria a causa da ascite. Ela voltou bem pra casa, só emagreceu um pouco por conta do remedio. Um mês depois começou a babar e vomitar, achamos q ela estava bem pois isso ja havia acontecido por conta dos remédios e o vet tinha indicado um inibidor de nauseas e apesar do vômito ela estava comendo, animada e brincando. O vômito foi na quarta feira, no sábado ela já não estava mais vomitando e ficamos felizes, porém na madrugada deste mesmo sábado encontrei ela caída sem o jogo das pernas traseiras e dianteiras, sem tonos no pescoço, a cabeça caida, com a boca travada. Nao engolia mais nada. Foi um dos piores momento da minha vida, não tinha como fazer mais nada. Fiquei com ela no colo a madrugada e a manhã toda, parecia q ela não estava me vendo, mas conseguia fechar o olho quando conversava com ela, parecia está sentindo muita dor, apesar de não tá mexendo, foi um dos piores momentos da nossa vida, orei pra Deus levar ela logo era muito sofrimento… mas tivemos q fazer eutanasia. Me arrependo da decisão, me sinto muito culpada, ela era meu tudo, minha bb, era da familia, minha companheira. Sei que ela tava sofrendo muito mais agora fico pensando e se Deus fizesse um milagre. Estou sofrendo muito choro o tempo todo, vejo ela em todos os cantos da casa, ouço as patinhas dela. Só rezo pra Deus e ela me perdoarem pela decisão e que ela esteja bem onde estiver e que eu consiga me conformar.

    1. BitCão BitCão disse:

      tatiana, sentimos muito a sua perda. Só o tempo dará conta do luto. Fique bem!

    2. Sinto muito Tatiana, perdi o meu cachorro a dois dias e também tenho sofrido. Quero te dizer pra não se culpar pela eutanásia, console-se com o fato de vc ter diminuído o sofrimento dela, se o meu cachorro tivesse resistido optaria pela eutanásia pq n aguentava mais ver o sofrimento dele também. Vc fez o que pôde!! Bjsss

  3. Cíntia disse:

    Perdi minha anjinha no último sábado. Ela tinha apenas 6 meses.
    Ela era minha, muito minha. Éramos muito ligadas. Ela era a primeira pessoa que eu via ao acordar, e a última ao adormecer. Vinha me receber com alegria e amor quando eu chegava em casa. E eu falhei com ela. Tá difícil de lidar, de aceitar. Parece que não é verdade que isso aconteceu. Sinto falta dela o tempo todo.

    1. BitCão BitCão disse:

      cíntia, entendemos como vc se sente!!! Sinta-se abraçada!

  4. Elisangela Ferreira disse:

    Perdi meu menino de 6 anos dia 4 de julho ,sai pra ir na reunião da minha filha e qdo cheguei meu pequeno que tanto amo já estava morto,meu menino teve parada cardíaca, ñ me conformo com isso foi tudo tão rápido. Eu pequeno estava tão bem e do nada meu filhinho morre sinto uma dor tão grande, o amo tanto ñ consigo me conformar, estou sofrendo tanto.

    1. BitCão BitCão disse:

      lamentamos sua perda, Elisangela, e torcemos para que a dor amenize e você possa ter um novo amiguinho em breve. <3

  5. Priscila disse:

    Boa noite.
    Perdi minha gatinha Nina no domingo dia 30/07..
    ela iria completar 10 anos este ano.
    Ela teve Colite, uma inflamação do intestino grosso, foi rápido demais, tentamos tratamento por 45 dias… ela pesava 5kg e ficou com apenas 2 kg no final, foi muito sofrido todo o tratamento, mas eu tinha esperança que ela pudesse melhorar. Mas ela não aguentou, houve uma despedida minha com ela, me despedi, cantei, falei tudo tudo oque ela significou pra mim, tudo que eu consegui falar. Coloquei ela na caminha e assim ela se foi, olhando pra mim….
    Ela foi minha companheira durante todos esses anos, nós nos entediamos apenas pelo olhar. Sempre foi tão carinhosa comigo… nunca tive uma perda na minha vida, foi a primeira, estou extremamente triste, não tem uma hora que não fico lembrando dela. Parece que a dor não vai passar, o cheiro dela parece estar em tudo. Estou muito triste mesmo.
    Bom ficaram as lembranças boas, mas o ruim é a culpa de que poderia talvez ter feito algo a mais.
    To sem palavras.
    Só peço a Deus pra acalmar meu coração.

    1. BitCão BitCão disse:

      priscila, sentimos sua perda! você fez tudo o que podia, não se culpe, e permita-se viver seu luto. Fique bem!

  6. Luciana Miguel disse:

    Perdi a minha Lara na madrugda do dia 8 de maio de 2018. Ela estava com ascite, barriga muito grande, levei ela ao veterinário no sabado, ela passou por alguns procedimentos, colheram sangue, fez ultra e raio x, e tb fizeram a drenagem do liquido do abdomem.. ela voltou pra casa mal, muito mal, pensei que seria apenas o cansaço, afinal ela estava muito fraca, tinha emagrecido muito na ultima semana… ela era uma yorkshire de 9 anos e pesava 2 kilos, ela era a minha companheira, aonde eu ia, ela estava atrás de mim, adorava simplesmente deitar ao meu lado, antes de levar ela ao veterinário, no dia mesmo, ela estava andando, comendo, e até latindo, depois que a levei ao veterinario e ela passou por esses procedimentos todos, ela voltou muito fraca, ja nao andava direito, perdeu a coordenação motora, mas eu esperava o resultado do exame de sangue sair.. fiquei com os dois dias quase que por completo, e senti que ela estava indo embora, chorei, pedi a Deus que não a levasse de mim, mas entendi que ela já estava sofrendo, então conversei com ela e pedi para ela descansar, que ela tinha me proporcionado muito amor durante esses 9 anos, e pedi que me perdoasse por não ter salvado ela a tempo.. enfim, eu estou extremamente arrasada, eu realmente perdi um membro da familia, a perda ainda é muito recente, mas sinto uma falta enorme dela, de doer o peito, qualquer coisa me lembra ela, e sinto que um pedaço de mim se foi junto com ela. Sei que eles não são eternos, mas como é dificil perde-los… e sempre vem o sentimento de culpa, e se eu tivesse feito de tal forma? e se e se… só peço a Deus que me ajude a superar esse momento terrível em minha vida.

    1. BitCão BitCão disse:

      Luciana, certamente você fez o melhor – realmente é muito dolorido, mas faz parte da vida. Fique bem!

  7. Danyele Vianna disse:

    Na madrugada do dia 19 o meu querido Tiui descansou. Tiui teve uma linda história: foram 14 anos, 8 meses e muitos, mas muitos sorrisos. Foi o meu grande companheiro, o maior e mais importante em 40 anos de vida. Eu era ainda bem jovem comprei um lindo poodle branco na porta do Plaza Shopping, em Niterói, atendendo a um pedido da minha filha Bia, de apenas 5 anos na época. Não concordo com venda de animais, muito menos acho que crianças tenham condição de decidir sobre ter um animal, mas foi o que eu fiz naquela ocasião… Tiui acompanhou várias fases de nossas vidas: mudou de casa com a gente, depois teve que acostumar-se a viver em apartamento, até que mudou de novo há apenas 4 meses. Viveu comigo o início e o fim de um casamento, viu Bia crescer e entrar na faculdade, chorou comigo a morte do meu amado pai, escreveu toda a dissertação de mestrado ao meu lado… Minha filha brincava de dar aulas pra ele quando era pequena e até provas o garoto peludo tinha. Há anos eu não viajo por causa dele, parava de comer qdo ficava longe da gente e eu nunca tinha permitido que ele ficasse internado. Por volta dos 11 anos os problemas de saúde começaram a ficar mais frequentes: acompanhamento com cardiologista, exames e remédios começaram a fazer parte da rotina, ração especial para os rins, depois para o fígado, controle da ureia e creatinina, visitas ao endocrino… até que há 1 ano começaram as convulsões. Ora frequentes, ora espaçadas, com as convulsões e a perda da visão por causa da catarata começou uma mudança de comportamento há aguns meses. Falta de orientação espacial e equilíbrio, andar em círculos, esbarrar nas coisas, ficar alheio aos chamados e a tudo, não dormir a noite… No último dia 8 eu o levei pra tomar soro por causa do resultado do exame de sangue que havia feito 2 dias antes. Prometi que após o trabalho eu o pegaria, mas não pude cumprir minha promessa. As convulsões aumentaram, foi necessário aplicar Diasepan e Fenobarbital. Houve picos de melhora e depois prostração. Não tinham certeza se ele voltaria a andar, mas parecia reagir.. até que na última terça de madrugada ele descansou! Ìamos vistá-lo 2 a 3 vezes por dia. Espero que ele me perdoe por tê-lo deixado lá por 11 dias.

    1. BitCão BitCão disse:

      Danyele, vc fez o melhor pelo seu peludo e certamente ele está agradecido e cuidando de vcs! <3

  8. Douglas Fernando disse:

    Difícil ler esse texto e não sentir aquele aperto na garganta. Já passei algumas vezes por isso e sei o quão dolorosa essa dor é.

  9. Dia 07 de janeiro de 2017 Pituska foi embora aos 15 anos e 10 meses. Graças a Deus teve uma velhice tranquila e somente dois dias antes perdeu o tônus muscular (afinal foram 08 anos paraplégica), a capacidade de deglutição e ficou alheia a tudo, inclusive não respondendo a mim… sua mãe amada, sua companheira de uma vida. Dor e saudade mas a certeza do grande amor e dos excelentes momentos. Só gratidão.

  10. Lídia Tannure disse:

    Claudia, vc é demais! Sabe tudo. Parabéns. Beijos.

  11. Clara disse:

    Chorei lendo esse artigo, lembrando dos meus amiguinhos peludos que já partiram. Ter passado por essa dor não significa que será mais fácil na próxima perda. Dói demais. E a questão do emprego também foi bem colocado. Quando aconteceu comigo eu tive de mentir, consegui um atestado com um médico psiquiatra que me auxiliou nesse momento. E pude passar os últimos dias com uma cadelinha que faleceu com câncer aos 15 anos. Apesar de ser dolorido eu queria ter a chance de estar ao lado de cada um deles no momento do último suspiro. Segurando em sua patinha.

  12. Andréa Martinez disse:

    Parabens pela matéria. Expressa muito bem toda a dor que sentimos pela perda e a sensação de incapacidade de salvar aquele “filho” que nos deu tanto amor. Hoje, apos dois anos e meio e com um novo amor em casa, ainda sinto um grande vazio, mas foi o melhor presente que recebi da vida, amarei para sempre.