Voltar para os artigos

Manual de etiqueta… Humana

etiqueta do dono de cachorro

Ter um bichinho de estimação é uma experiência incrível: eles literalmente viram nossa vida de cabeça para baixo, no melhor sentido. Possibilitam novas amizades, conhecer outros lugares (de preferência onde eles são bem-vindos, claro). Despertam os nossos melhores sentimentos e trazem benefícios verdadeiros para a saúde – caminhar diariamente com o seu cão é um exercício bem bacana para quem antes era o melhor amigo do sofá. Já existem estudos que comprovam que ao brincar com seus animais, os donos liberam um hormônio ligado à sensação existente no cuidado infantil, a oxitocina, associado ao sentimento de amor, amizade e paixão, atenuando o estresse e a depressão.

Nós, que sempre publicamos dicas para melhorar o relacionamento entre você e seu gato ou cachorro, vamos falar hoje de relacionamento humano, da etiqueta do dono de cachorro. Opa! Como assim? Pois é. Certamente você ama seu peludinho com todo coração, mas nem todo mundo tem afinidade com o “mundo animal”, e há que se respeitar. Vamos começar falando sobre a convivência em condomínios, sempre uma relação delicada. Quando sozinhos, alguns animais ficam extremamente estressados e latem para valer. O dono, que passou o dia fora, nem se dá conta. O chefe amolou o dia todo, ele chega em casa doido para tomar uma cerveja e colocar os pés para cima. O bichinho, quase rouco, fica de lado, sem passeio nem atenção, e no dia seguinte, adivinhem? Auauauuuuuuu! O vizinho, um cara boa praça que até interage com o peludo no elevador, tenta dialogar. O dono fica indignado: como é que alguém pode se incomodar com uns latidinhos? Acredite, até Jó, popular por sua paciência, não daria conta de doze ou mais horas de vocalização canina ininterrupta. A culpa é do peludo? Nãoooooo! Ele está sofrendo tanto quanto o amigão do apartamento ao lado (leia nossas dicas para ajudar nestas situações). Essa é uma das regras que deveria vir grifada no manual do cachorro: cabe ao dono não arrumar treta e nem permitir que o seu adorável pet incomode as demais pessoas.

Mas deixemos o dono-cansado-do-chefe-mala para lá. Nosso exemplo agora é de um proprietário legal, que curte à beça a tão necessária caminhada com seu patuto. Ele espera o elevador chegar e entra sem pedir licença com o Júnior, um Pitbull fo-fo de 50 quilos, amável com cães, gatos e humanos, mas desconhecido para quem já está lá dentro. E nem percebe que, naqueles poucos minutos que dura o percurso, a outra pessoa está grudada no fundo do elevador, suando frio, em pânico. Pergunte sempre se a presença de vocês não incomoda, ou espere o próximo.

Já na rua, o dono legal – bem, em mais alguns parágrafos vamos perceber que não é bem assim – atende o celular e, entretido na conversa, nem percebe que Júnior deu uma “aliviada” dupla no portão do vizinho. Segue em frente, deixando a caquinha para alguma vítima pisar. Coisa feia, hein? Humpt!

A dupla chega ao parque, em um lugar reservado para cachorros. O bichão fica louco! Reencontra os amigos, todos sem guia, correndo de lá e para cá. O futebol do dia anterior foi disputadíssimo e, debatendo o pênalti roubado e o resultado, o dono nem se dá conta que Júnior está vidrado em uma cadelinha prestes a entrar no cio. Como os outros cães, cerca a pobrezinha, para o desespero de sua proprietária – que, convenhamos, também é meio fora da casinha. Em minutos a confusão entre os machos está armada, e até os humanos se toquem – afinal, o papo está envolvente – sobram mordidas para todo lado. O dono, agora ex-legal, vai embora com seu pet, resmungando, sem assumir a pisada na bola.

O final de semana chega. Ex-legal vai a um churrasco, levando a bordo o cachorrão. O anfitrião até tem um DNA animal, mas Júnior não segue os protocolos do Itamaraty e, na primeira vacilada humana, investe sobre uma peça de picanha de três quilos (e muitos reais),acabando com a festa e gerando um baita desconforto entre os colegas.

O que fica desta historinha? Júnior é um bom cachorro – não vamos criticá-lo por se servir sem cerimônia no churrasco – mas o dono ex-legal é sem noção. Absorto em seus interesses, esquece que o cão é responsabilidade sua: desde recolher os presentinhos que deixa pelo caminho nas caminhadas até mantê-lo sob supervisão num parque ou em outros eventos. É o mesmo caso do bonitão que apresentamos lá em cima, que por passar o dia fora, não se dá conta que o peludo sofre sozinho e incomoda a vizinhança.

Cães são companheiros perfeitos, mas a gente não convive apenas com eles. Por isso, colocar-se no lugar do outro ajuda, sempre, a não dar vacilos que possam deixar as pessoas com as quais se convive desconfortáveis, ou até mesmo zangadas com seu pet. Afinal, a responsabilidade por ele é sua – e a culpa quase nunca é dele. : )

 

Por Regina Ramoska

Deixe um comentário

1 Comentário em "Manual de etiqueta… Humana"

Notify of

Rosana
3 anos 5 meses atrás

linda foto !! linda pose !! lindo cão !!

wpDiscuz