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Não deixe de amar

Dog's_Love

Todo mundo que tem um cachorro, um gato ou outro animal de estimação sabe que, mais dia, menos dia, vai passar por um momento muito difícil – a perda deste ser que passou a completar de maneira tão perfeita a nossa vida. Algumas pessoas tentam evitar o assunto (“nem quero pensar quando isso vai acontecer”), mas a verdade é que, mesmo com uma vida linda e saudável, os bichos devem viver menos do que a gente. Uma vez uma passeadora me disse: “claro que tem de ser assim, se a gente fosse antes, quem cuidaria deles?”. É um argumento que nos dá alguma lógica, mas não estanca o sofrimento…

Muitas pessoas, depois que seus bichos se vão, afirmam NUNCA MAIS QUERER OUTRO. Ninguém gosta de sofrer, e saber que vai passar por isso de novo pode parecer meio masoquista. Mas há quem faça a gestão da perda. Sim, eles sabem que seus bichos vão morrer e, antes que isso aconteça, adotam outro (ou outros). Vai ser a mesma coisa? Não! Cada animal tem a sua individualidade, e se nos dermos uma chance, poderemos viver novos momentos tão felizes quanto com nossos amados que partiram. Não se trata de substituição, mas de dar oportunidades a tantos bichos loucos por uma família, por um pouco de amor e companhia. Por que temos que nos negar a dar se eles estão doidos para receber? Por que temos que ser egoístas e não querer sofrer, quando tantos cães e gatos só querem casa e carinho, prontos para suprir nossos vácuos emocionais? A perda sempre será dolorida, mas e tudo que vem antes? Vale a pena abrir mão de 10, 15, 20 anos de alegria e companheirismo?

A ideia é somar, é abrir o peito (no coração de mãe e pai sempre cabe mais um, não é?) e ter coragem de criar mais um desses seres adoráveis. É ter novas e diferentes alegrias, é voltar para a rotina gostosa do “vamos sair mesmo que o tempo esteja horrível”, é mudar o teclado de lugar quando o novo gatinho descobrir que ali é o lugar perfeito para dormir.

Afinal, existe coisa melhor na vida do que ficar com a roupa cheia de pelos 🙂 ?

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1 comentário em “Não deixe de amar”

  1. Fatima Amorim disse:

    Concordo plenamente. Minha primeira cachorra, a Preta está com 15 anos. Cinco anos atrás resolvi adotar outra de mais ou menos quarto meses. Acho que foi uma boa ação que fiz, por nós três.
    Quando ouço alguém dizer que depois de ter perdido seu animal, nunca mais vai querer outro, acho muito esquisito!!! Mas na verddae sou daquelas que não quero nem pensar quando a hora da minha mais velha chegar!!! Acho que vai levar um pouquinho de mim com ela!!!