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Necessidades nutricionais mudam com a idade

Necessidades nutricionais mudam com a idade

 

Que alimentação é sinônimo de saúde todo mundo sabe, mas como escolher diante de tantas opções disponíveis? Pela marca? Pelo preço? Ração seca ou úmida? Já falamos sobre isso, mas é bom reforçar que o veterinário é seu grande parceiro na decisão, após a avaliação do perfil, da idade e das necessidades nutricionais do bicho. Quem come demais e se exercita de menos vai ganhar pneuzinhos indesejáveis que comprometem a saúde, enquanto o prejuízo para os mais frescos exigentes pode ser a falta de vitaminas. Mas quais são as necessidades dos cães em cada etapa da vida?

 

Primeira infância

Enquanto o filhotinho estiver sendo amamentado pela mãe não há necessidade de nenhum complemento. A natureza é sábia! Mas e quando a mãe não produz leite suficiente ou a gente encontra uma caixa cheia de recém-nascidos? Não use leite de vaca ou outras receitas caseiras sem supervisão e orientação do veterinário, pois os bebezinhos precisam de grande quantidade de energia para crescer e se manter saudáveis – o desequilíbrio de nutrientes na primeira infância pode ser extremamente prejudicial. Mamadeiras desenvolvidas para animais ajudam nessa empreitada.

Alimentos próprios para filhotes são introduzidos por volta de três a quatro semanas da idade, e o ideal é que a “criança” permaneça com sua mãe e irmãos para aprender comportamentos básicos que terão sequência pela vida toda.

Filhotes consomem praticamente duas vezes mais energia que os adultos, e os alimentos devem ter mais proteína. Comida em excesso não faz com que os eles cresçam mais rápido e, aliás, cães de porte grande ou gigante podem sofrer de problemas ósseos ou articulares se a alimentação não for adequada nessa fase.

 

Adultos

Cães adultos precisam de nutrientes suficientes para satisfazer as necessidades energéticas e a manter a saúde em dia. A quantidade recomendada pelos fabricantes deve ser ratificada pelo veterinário, que conhece bem o perfil do peludo. As necessidades de energia variam de acordo com a rotina do bicho: cães que se exercitam muito, por exemplo, comem mais do que os que passam o dia no sofá. Animais de trabalho, como os pastores, correm o dia todo e precisam de muita energia. Já cães gulosos precisam mesmo é de pulso firme, hehe.

 

Velhinhos enxutos

As necessidades nutricionais mudam quando os peludos envelhecem. O metabolismo fica mais lento (como o nosso, snifff) e a atividade física e as necessidades calóricas diminuem, ou seja, se eles continuarem se alimentando como sempre, a tendência é engordar. Na terceira idade pode haver maior incidência de doenças renais e cardíacas, diabetes, artrite e câncer, mas existem alimentos e suplementos que atuam como coadjuvantes no tratamento e até ajudam na prevenção.

Em geral, considera-se um cão “sênior” a partir do 7º ano, mas isso varia de acordo com o porte e o estilo de vida do bicho. Os menorzinhos, por exemplo, envelhecem mais devagar. Vamos ser repetitivos, mas o ideal é alimentar seu idoso de acordo com a orientação veterinária. A adição de antioxidantes aumenta a imunidade e traz benefícios para as atividades cerebrais e prevenção do câncer, mesmo caso de ácidos graxos ômega-3. Alimentos com fontes altamente digeríveis de gorduras, proteínas e carboidratos são mais facilmente absorvidos, permitindo ao corpo equilibrar suas reservas de energia de forma eficiente.

Investir em dietas com mais proteínas ajuda a manter o peso corporal e massa muscular sem forçar os rins. Por falar neles, os cães mais velhos também precisam de mais água, já que a capacidade do corpo para manter o equilíbrio hídrico diminui. Se o peludo não tem esse hábito, as rações úmidas são uma boa pedida. É o mesmo caso dos que vão se tornando mais seletivos “à mesa” e não aceitam mais qualquer alimento, muitas vezes porque a ração seca é mais difícil de mastigar.

Artrites e dores nas articulações, comuns nessa etapa da vida, podem ser controladas mantendo o peso ideal e com alimentos (ou suplementos) que contenham glucosamina e sulfato de condroitina, mas sempre com supervisão veterinária.

 

Animais em recuperação

Animais convalescentes ou doentes precisam de energia extra para se recuperar, mas a própria doença, os remédios, a dor ou o estresse podem diminuir o apetite. Alimentos úmidos e específicos para ajudar nessa fase são mais concentrados, ou seja, o bichinho não precisa bater um pratão para ter suas necessidades nutricionais atendidas.

E, finalmente, vale lembrar que muitos alimentos que consumimos não podem estar no prato do peludo – falamos sobre isso aqui.

O assunto deu fome? Convide seu peludo para um banquete e bon appétit!

 

 

Claudia Pizzolatto e Regina Ramoska

Revisão: Dra. Paloma Dalloz (nutricionista veterinária) – fone (21) 99964 7687


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2 Comentários em "Necessidades nutricionais mudam com a idade"

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Bárbara
3 meses 24 dias atrás

Olá, é recomendado que o cão com Leishmaniose tome algum suplemento ou evite algum alimento? O meu cão (SRD) tem a doença há cerca de 7 meses, e depois do tratamento com o Milteforan, hoje faz o controle apenas com o Alopurinol. Obrigada!

3 meses 23 dias atrás

olá, Bárbara! Sem dúvida, o ideal é manter a imunidade em alta, mas o ideal é conversar com o vet para analisar o que é mais adequado. abraços!

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