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Pulgas e carrapatos: perigo aumenta no verão

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Ainda bem que o IBGE não realiza censos sobre a população de pulgas: com menos de 5 milímetros, um só exemplar dessa praga põe ao longo de sua vida cerca de 2 mil ovos. Dá para imaginar quantas existem no planeta? Acho que ficaríamos horrorizados se soubéssemos!

Muitos donos acham que o único problema causado pelas picadas de pulgas é a coceira, mas esses serezinhos minúsculos têm potencial para um estrago bem maior em nossos cães e gatos. Com a chegada do calor, a proliferação é bem maior e podem causar várias doenças, daí a importância da prevenção. Existem diversos produtos – em spray, pipetas e comprimidos – e é importante utilizá-los regularmente em cães e gatos.

 

Doenças causadas pelas pulgas

  • Dermatite alérgica à picada de pulgas (DAAP): muito comum em cães e gatos, pode ser transmitida para os filhotes. É causada pela saliva da pulga e resulta em coceira intensa, queda de pelos, mau cheiro e descamação da pele. Animais com DAAP precisam de prevenção rigorosa, já que uma única picada pode desencadear o processo alérgico. O tratamento pode envolver antibióticos e antialérgicos.
  • Verminoses: quando os peludos se lambem podem ingerir ovos ou larvas de pulgas que hospedam o Dipylidium caninum, verme que causa diarreia com muco e sangue e, em grandes quantidades, pode causar ataques convulsivos nos animais. Eles têm aspecto de grãos de arroz e aparecem mortos nas fezes ou em volta do ânus dos bichos. Por isso que todo animal que teve uma infestação por pulgas deve ser vermifugado.
  • Anemia: a pulga se alimenta de sangue e peludos infestados por longos períodos podem apresentar quadro anêmico. Entre os sintomas estão a perda do apetite e letargia. O tratamento só pode começar depois que todas as pulgas forem eliminadas.

 

Carrapatos

Os nojentos carrapatos, quando infectados, são transmissores de doenças difíceis de tratar e até letais, como a Babesiose e a Erliquiose canina. Infestações severas podem levar o animal à morte pela perda de sangue ou doenças oportunistas devido ao seu estado debilitado.

  • Erliquiose: conhecida como doença do carrapato, é transmitida de um cão contaminado para um cão sadio através do carrapato, principalmente o marrom. Febre, falta de apetite, secreção nasal, apatia e vômitos são alguns dos sintomas. A doença pode causar anemia e, em animais debilitados, levar à morte.
  • Babesiose: transmitida principalmente pelo carrapato vermelho (Rhipicephalus sanguineus),causa infecção dos glóbulos vermelhos dos cachorros e anemia grave. Entre os sintomas estão a apatia, prostração e emagrecimento.
  • Doença de Lyme ou borreliose: transmitida por carrapatos infectados, afeta diversas partes do corpo e pode acometer humanos. Provoca inflamação de várias articulações, anorexia, perda de peso, letargia e febre. Muitos cães infectados com esta doença apresentam também artrite reumatoide, meningites e miocardites.

 

Prevenção no ambiente

A prevenção é fundamental não apenas para o bem-estar e saúde do peludo, mas para o seu e de toda a sua família. Em primeiro lugar, mantenha a casa bem aspirada e a cama e os paninhos dos animais limpinhos. As pulgas dos animais de estimação se concentram, normalmente, na sua caminha, nos paninhos e nos locais normais de descanso que devem ser tratados em caso de infestação massiva. Tratar só o peludo não vai ser suficiente: é preciso também cuidar do ambiente e, em casos extremos, fazer uma dedetização especializada que seja segura para os bichos e para a família. Só aplique produtos indicados por seu veterinário e JAMAIS no peludo. Para eles há prevenção específica.

O tratamento do ambiente deverá ser realizado por, no mínimo, quatro meses seguidos, podendo chegar a um ano. Isso é fundamental para quebrar o ciclo de vida e controlar a população de pulgas e carrapatos num ambiente doméstico contaminado.

 

Prevenção no animal

  • Talvez seu cão não pare imediatamente de se coçar após a aplicação do produto. Na verdade, se houver muitas pulgas ou carrapatos na área em que ele passeia, ele poderá continuar sendo picado até que o produto tenha tempo de fazer efeito, matando os parasitas. Mas há produtos que começam a agir em meia hora.
  • Trate todos os animais da residência: um animal pode, rapidamente, passar o parasita para outro;
  • Não fracione os produtos, pois a falta de precisão nesse processo pode comprometer o tratamento. Também não é recomendável estender o prazo de aplicação do produto (de um mês para 45 dias, por exemplo) quando ainda existe infestação na casa e no ambiente de passeio do peludo.

 

Claudia Pizzolatto e Regina Ramoska

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