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Quem ama cuida

segurança com o pet

Até nem tão pouco tempo atrás, nossos peludos eram sinônimo de proteção: ter um cão em casa ajudava a inibir “visitantes indesejados”, às vezes mais pelo porte ou raça do que pelo temperamento. Só o latido do Rex seria capaz de intimidar um ladrão, que jamais imaginaria que aquele Mastim Napolitano de 80 quilos é incapaz de morder uma mosca. Pessoas mal intencionadas agem, muitas vezes, por oportunidade, e não se dão ao trabalho de passar dias avaliando o comportamento dos cães da casa.

Só que, nos últimos tempos, os animais também se tornaram alvo de meliantes, capazes de roubar um cão que passeia tranquilamente com o dono para revender ou até para pedir resgate, principalmente se a vítima patuda for de raça e de pequeno porte.

Não queremos, de forma alguma, que você deixe de sair com seus animais de estimação, mas algumas precauções aumentam a segurança com o pet. Em primeiro lugar, seu peludo não deve ir à rua sozinho, ainda que esteja acostumado e conheça o caminho de volta, e nem andar sem a guia – existem modelos longos que garantem mais liberdade. Além dos riscos de roubo e acidentes, o animal pode se distanciar (por conta de uma cadela no cio, por exemplo) e dar a impressão de estar perdido ou abandonado, e alguma “boa alma” resgatá-lo – a dica vale também para quem tem gatos. Em casa, mantenha sempre o portão de casa trancado, e atente para a necessidade de telas de seu peludo for pequeno e passar pelos vãos. Se possível, deixe-os dentro de casa ou num local mais reservado à noite.

Deixar o bichão amarrado do lado de fora enquanto faz compras, mesmo breves, também não é uma boa ideia, especialmente se o animal for manso. “Ahhh, mas tem segurança, câmera e blábláblá…”. Enquanto todos os dados são levantados e analisados, nossos peludinhos, infelizmente, podem estar longe. Nem o carro está a salvo: se alguém estiver mesmo a fim de roubar um animal, vai quebrar o vidro, arrombar a porta ou retirá-lo pela fresta. Além disso, a alta temperatura dentro de um automóvel pode ser fatal.

Um animal “inteiro” também é alvo de meliantes, que encontram em criadores de fundo de quintal seus receptores. Castrar seu peludo pode ser, portanto, uma opção a se considerar, já que não terá mais esse tipo de valor. O microchip, que armazena todos os dados do animal e seu proprietário, também é eficiente: não pode ser retirado, como coleiras e medalhas de identificação, e prova que o animal é seu, caso ele seja levado ao veterinário pelo novo “dono”.

Mas, apesar do mundo conturbado e algumas situações que pedem cuidados, o importante é não “entrar na neura”. Dizem que a gente atrai o que pensa e deseja: pense coisas boas, proteja seus melhores amigos e sejam felizes, sempre.

Regina Ramoska

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