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Quem é o culpado?

Como são gostosos os momentos de aconchego com nossos peludos! Nos esparramos no sofá, escolhemos um bom filme e relaxamos… Tudo vai perfeitamente bem até que um cheiro esquisito toma conta do ar. Se você estiver acompanhado, provavelmente vai olhar para o lado com aquela cara de interrogação – e acusação. O último suspeito, acredite, é o cachorro, mas o culpado pode, sim, ser ele.

 

Os gases caninos causam constrangimento ao dono (especialmente quando você está dando um jantar para o chefe) e desconforto aos animais. Acontecem muito em filhotes, pois a flora intestinal dos cães se forma até os seis meses de vida. Na fase adulta, em geral, os traques fedorentos estão relacionados à alimentação, particularmente quando há mudanças bruscas na dieta. Por exemplo, o cachorro sempre come ração, e de repente se vê diante de uma pizza de muçarela. Se há variação, o trato intestinal sofre desequilíbrio, produzindo gases. Mas alguns alimentos aumentam essa propensão, como carboidratos em excesso, condimentos, cereais, etc. O leite é outro vilão: animais adultos produzem quantidades pequenas de lactase, uma enzima que quebra a lactose. Resultado: gases e até diarreia. E nem precisamos falar dos efeitos de um naco de queijo gorgonzola, certo? Aquele inocente pedacinho de pão que você cordialmente divide com o peludo no café da manhã também pode causar um transtorno danado, mesmo caso de biscoitinhos caninos em excesso.

 

A aerofagia também contribui para sonoros puns. Ela ocorre quando o bichão come demais ou muito rápido – ou ambos – e, na ânsia de raspar o prato, engole ar. Algumas raças, especialmente as de focinho achatado (Bulldog, Pug, Boxer, etc.),são mais propensas. Fracionar as refeições e utilizar um comedouro de ingestão lenta podem ajudar, além de disciplinar os peludos mais glutões. A aerofagia também acontece quando o cão tem de se curvar muito para chegar ao prato, principalmente se o animal for de porte grande – neste caso, você pode utilizar comedouros suspensos, fundamentais para cachorros que sofrem com megaesôfago (dilatação crônica e progressiva do esôfago, que impede a passagem do alimento para o estômago) ou que têm algum problema de digestão.

Se o seu peludo está com a barriga estufada, andando como se estivesse “pisando em ovos” e a suspeita é que algum alimento não tenha caído bem, experimente a receitinha da vovó, que funciona com a gente e é boa para eles também: caminhadas ajudam a liberar os gases caninos fedorentos. E a vantagem é que isso vai acontecer ao ar livre, hehe!

Mas se você eliminou todas as possibilidades e o seu cãozinho continua “perfumando” o ambiente bem na hora do seu filme favorito, é melhor consultar o veterinário. A flatulência pode ser crônica, ou seja, talvez o alimento esteja sendo mal digerido e fermentando excessivamente no cólon. Causas patológicas, como a Síndrome do Intestino Irritável, Colite, parasitas e doenças intestinais, entre outras, também geram gases caninos, e quanto mais cedo for feito o diagnóstico, melhor para vocês (e seus acompanhantes).

 

por Regina Ramoska

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