Voltar para os artigos

Seu peludo… pelado

tosar-cachorro-seu-peludo-pelado

Nem todo mundo é fã do calor, mas dias lindos e ensolarados melhoram o astral, não é? O problema é quando esquenta demais – e se para nós é complicado lidar com os termômetros no pico, imagine para os peludos. A primeira ideia é tosar o bicho, o que parece lógico, já que menos cabelos, no nosso caso, ajuda a refrescar. Só que a “peruca” deles não é como a nossa, e nem todo animal de estimação deve ser tosado.

O pelo funciona como isolante térmico, ou seja, evita que o bicho perca ou absorva calor em excesso. É por isso que o Malamute do Alasca vai passar calor se vestir aquela roupinha “cute cute” no inverno, e sentirá “na pele” o que é verão se sofrer uma tosa radical. Malamutes, Huskys e Akitas, entre outros, têm subpelos que refrescam no calor e esquentam no frio. Tosar cachorros de outras raças, como o Poodle e Lhasa apso, por exemplo, pode acontecer sem nenhum problema. Mesmo caso dos gatos, desde que os pelos da cabeça e do rabo –que garante o equilíbrio do bichano– sejam preservados.

Existem padrões de tosa para cada raça, o que não significa que você não possa “adaptá-las” ao seu vira-lata peludão. O que não é recomendável é a prática de tosar cachorros de forma radical, que nem a dos calouros de faculdade, que deixa a pele exposta e susceptível a sérias queimaduras solares.

Já os que ganharam um belo casaco de peles da mãe natureza e vivem no quintal – sem as tão recomendadas escovadas diárias – vão agradecer a tosa por não terem que conviver com emaranhados de nós. Para os adeptos da natação (mesmo que em poças de barro, arght!),a tosa pode ajudar a prevenir doenças de pele causadas por fungos, que amam a umidade e o “quentinho” do pelo do bicho. A recomendação é sempre secar o animal depois dos mergulhos, e caso não seja numa cachoeira límpida e cristalina, mande o meliante para o chuveiro! Banhe o animal com shampoo neutro para retirar o cloro, areia, sal ou… lama (que eles adoram) e, claro, seque-o depois. Se o bicho fez bobagem num dia nublado, apele para os shampoos secos.

Como escolher o tosador?

O tosador deve ter certificado de qualificação e é importante verificar se o local é limpo e a sala de banho e tosa refrigerada, para que o animal não corra risco de hipertermia (excesso de calor). O Conselho Federal de Medicina Veterinária exige, ainda, “um ambiente livre de excesso de barulho, com luminosidade adequada, livre de poluição e protegido contra intempéries ou situações que causem estresse aos animais”, além da presença de médico veterinário, responsável técnico pelo local.

Outro destaque da legislação é a determinação de acesso irrestrito para os donos dos animais no momento do banho e tosa, e a solução que os petshops têm encontrado é envidraçar a área para que o dono acompanhe os procedimentos. É bom lembrar, claro, que ficar “colado” no profissional que está embelezando o bicho pode atrapalhar – bom-senso é tudo!

Tosa higiênica

Animais que não devem ser tosados podem se beneficiar da tosa higiênica, que dá uma geral nas “áreas críticas” e evita, por exemplo, que as fezes grudem no pelo ao redor do ânus, ou que o bicho fique com cheiro de urina. Cães muito peludos podem precisar de uma “poda” na sola das patas para não escorregarem.

Como acostumar o bicho?

Enquanto alguns animais seguem saltitantes para o banho ou tosa, outros entram em pânico e tentam fugir de qualquer maneira – este é mais um ponto a observar no petshop, a segurança do peludo. Mas o que fazer com o bicho que estressa? O ideal é que ele seja socializado com o banho em pet até os quatro meses de idade para não se tornar um cão medroso. Se isso não aconteceu, será necessário um trabalho bem demorado, com petiscos e brinquedos que ele goste, para que associe o local à diversão.

Dicas para enfrentar melhor o calor

  • Ofereça água limpa, fresca e em abundância. Pedras de gelo são bem-vindas.
  • Mantenha a rotina de passeios, mas nas horas mais frescas do dia. O asfalto quente causa queimaduras sérias e doloridas no animal.
  • JAMAIS deixe seu peludo dentro do carro estacionado em dias quentes, mesmo com a janela parcialmente aberta. A temperatura no interior do veículo pode atingir 56° C rapidamente.
  • Certifique-se que o seu animal tem uma cama fresca e um local abrigado do sol no quintal. Casinhas esquentam um bocado – principalmente as de plástico.
  • Dividir o ventilador e o ar-condicionado nos dias quentes é um ato de solidariedade e gentileza com seu peludo. Além do mais, compartilhar está na moda!
  • Escove seu bicho com frequência para eliminar pelos mortos, que dificultam a circulação de ar. É uma boa hora, inclusive, para se certificar de que ele não está com alguma lesão na pele, pulgas ou carrapatos.

Com esses cuidados, você e seu peludo vão curtir o verão com segurança e alegria.

 

Cláudia Pizzolatto e Regina Ramoska
Revisão: Médico Veterinário Dr. Cléber Augusto de Barros, da Focinhos Petshop (SP)

 

Leia também:
10 coisas que o seu peludo quer neste verão
Passeios no verão? Claro que sim!
Dicas e considerações para um verão tranquilo e saudável!

 


Deixe um comentário

1 Comentário em "Seu peludo… pelado"

Notify of

Francisco
4 dias 2 horas atrás

Muito legal essas dicas.

wpDiscuz