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Tédio pode gerar problemas comportamentais

Cachorro destruidor - ou entediado?

Na natureza, cães viviam em matilha – com a domesticação, nós, humanos, assumimos esse papel, mas será mesmo que o desempenhamos da melhor forma possível? Muitos donos garantem que dão boa ração, cama quentinha e guloseimas para seus peludos, e que mesmo com tantos mimos os peludos aprontam um bocado em sua ausência. O tédio, em geral, é o principal vilão, e pode gerar diversos problemas comportamentais.

1. Latidos em excesso

São inúmeros os motivos que levam os cães a latir em excesso, principalmente a pasmaceira. Passou alguém na frente da casa? Au-au. Abriram a porta do elevador? Au-au-au. Alguém tocou a campainha? Auuuuuu. Não há nenhum barulho estranho, mas o bicho cansou da solidão? Auuuuuuuuuuuuuuuuuu. Logo vem cartão vermelho do síndico, a reclamação do vizinho e o desespero do dono, que às vezes nem imagina o problemão que tem, já que passa o dia fora.

2. Mastigação Destrutiva

Cães são feitos para mastigar, e quando entediados, não hesitarão em fincar seus dentinhos afiados em tudo o que estiver ao alcance. Prepare-se para encontrar desde tapetes e sofás detonados até buracos na parede. Mastigar é sinônimo de diversão em qualquer idade, mas existem duas fases críticas: por volta dos quatro meses, quando eles estão perdendo os dentes de leite, e no nascimento dos molares, o que normalmente ocorre aos sete meses.

3. Escapando

Não é porque a casa tem quintal que o bicho não precisa de passeios e boas caminhadas – para eles, sentir cheiros, marcar território, encontrar conhecidos de duas ou quatro patas é uma forma de amenizar o tédio (isso também vale para os donos, ainda que não urinem no poste 😊). Quando confinados em um só espaço, por maior ou mais especial que seja na opinião dos humanos, eles podem buscar formas de escapar, cavando buracos ou escalando cercas. Vale reforçar a importância da medalha de identificação, assim seu peludo tem uma chance de voltar para casa se conseguir fugir.

4. Saudações desastradas

Seu cão fica tão feliz quando você volta para casa que age como um pônei maluco? A chegada das pessoas da família após um dia de solidão pode resultar numa verdadeira explosão de energia e, dependendo do porte do bicho, em tombos ou pratos e copos quebrados.

Como resolver?

  • O ditado “cachorro cansado é cachorro feliz” é para lá de verdadeiro. Para manter seu amigão com a mente sã – e o corpo também – exercite-o. A menos que o peludo já seja preguiçoso idoso ou que se contente com curtas caminhadas, é fundamental incrementar essas saídas com muitas brincadeiras e desafios. Jogue bolinhas, esconda-se atrás da árvore e instigue-o a procurá-lo ou busque espaços para que ele interaja com outros cães, como praças e creches.
  • Quem não gosta de brinquedo novo, não é? Claro que você tem opções de sobra aqui na BitCão para mimar seu amigo, mas se isso não for possível o tempo todo, faça um revezamento: deixe quatro ou cinco num cesto e guarde os outros, que deverão ser oferecidos posteriormente. Assim, ele vai se achar o cara mais sortudo do mundo, com novidades todos os dias. Brinquedos interativos e recheáveis ajudam a entreter peludos que ficam muito tempo sozinhos – é importante, porém, não exagerar nas guloseimas, ou você terá de triplicar as atividades físicas quando a pança dele começar a crescer.
  • Outra alternativa é deixar o peludo na creche ou contratar um petsitter ou dogwalker (passeador) para garantir mais qualidade de vida para o animal. Ou, quem sabe, a empresa não libera a visita do amigão pelo menos uma vez por semana? Planejar o dia a dia do cãozinho faz bem para o dono, que não se sente culpado e nem tem a casa destruída, e para o bicho, que definitivamente não merece apenas poucos minutos de atenção por dia.

Fonte: Modern Dog

 

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