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Terapia assistida por animais: a terapia do amor incondicional

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Com seus corações gigantes e amor de sobra, os animais têm feito a diferença no tratamento de doentes, ajudando a diminuir a solidão de idosos e até amenizando a pressão em ambientes de trabalho. A terapia assistida por animais (TAA) ganha espaço a cada dia e faz bem, também, para os donos e para os bichinhos, garante Silvana Fedeli Prado, psicanalista e superintendente técnica da ONG/OSCIP Patas Therapeutas, que atua na capital paulista e em Porto Feliz (SP). “O dono e o animal também se beneficiam com a liberação de hormônios que garantem a sensação de prazer e bem-estar, como a endorfina e ocitocina, e com a diminuição do cortisol”, resume.
Para participar das atividades da terapia assistida por animais, os animais têm de estar com a saúde em dia: vacinados, vermifugados, sem pulgas e carrapatos, sem tártaro, com as unhas aparadas e lixadas e de banho tomado – o banho seco é a opção para gatos e coelhos, por exemplo. A castração também é obrigatória, e tudo isso é responsabilidade do dono – cabe à ONG checar se tudo está alinhado com os protocolos internacionais que ela segue.
Em geral, os bichinhos ingressam no voluntariado por volta de um ano, mas o treinamento de obediência é recomendado desde os primeiros meses. A socialização também é muito importante, bem como desenvolver os cinco sentidos – afinal, neste trabalho eles serão manuseados, terão contato com cheiros e barulhos diferentes, etc. Como o animal reagiria ao som de uma bandeja caindo no chão repentinamente? Ou a um abraço para lá de apertado, quase sufocante?
É fundamental que os peludos gostem não só do dono, mas de gente, (e, principalmente, de interagir com elas) e sejam extremamente dóceis. Alguns animais são “fofos” e tolerantes em casa, mas ficam desconfortáveis em ambientes novos e com pessoas estranhas, e não há como um bicho estressado aliviar a dor de alguém – por isso o temperamento é avaliado por especialistas em comportamento animal, que também desenvolvem atividades para o futuro voluntário desempenhar perfeitamente o seu trabalho.
Na ONG Patas Therapeutas, o dono começa sozinho, acompanhando o grupo em três visitas às instituições atendidas. “Isso é necessário para avaliar se o futuro voluntário é engajado e tem perfil para o trabalho”, explica Silvana, que frisa a importância do compromisso na atividade, afinal, o peludo só pode honrar seu compromisso se o dono o levar. “Os assistidos criam vínculos com os animais, esperam o dia da visita”, destaca. A participação do dono é essencial, mas é preciso que o bichinho se sinta bem no colo de outra pessoa, por exemplo, e a menos que ele ou seu humano estejam doentes, o cronograma deve ser obedecido – como em qualquer atividade voluntária.
Para tornar a interação ainda mais prazerosa, é possível levar escovas, enfeites adesivos para os assistidos colocarem no animal, petiscos e brinquedos, mas escolha de acordo com o ambiente – não é em todo lugar que dá para jogar bolinha ou que o apito será bem-vindo, e as pelúcias podem ser contraindicadas onde há maior risco de contaminação.
Não há nada mais gratificante do que fazer o bem, e ter o peludo ao lado é ainda mais bacana. Se você e seu bichinho já são voluntários, compartilhem sua experiência com a gente!

 

Cláudia Pizzolatto e Regina Ramoska

 

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