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Vacinação de cães e gatos – o que está mudando?

Como donos e amantes de nossos peludinhos, temos grande preocupação em proporcionar a melhor qualidade de vida possível e em mantê-los livres de doenças. Uma forma extremamente importante de prevenir doenças graves é manter em dia a vacinação recomendada pelo veterinário. Todo mundo reconhece a relevância de vacinas contra a raiva, cinomose e parvovirose, mas existem outras vacinas que são essenciais para a saúde de nossos amigos? E vacinas que eram recomendadas, mas que hoje se sabe que não possuem eficácia que justifique inocular o antígeno nos cães e gatos? Quanto mais vacinar, melhor? Devemos vacinar cães e gatos sempre?

Na verdade, o protocolo de vacinação de cães e gatos tem se tornado controverso ao longo dos anos, com algumas entidades e veterinários defendendo a necessidade de revacinação anual para todas as doenças e outros que, após o primeiro ciclo completo de vacinas – no primeiro ano de vida do animal – a revacinação deveria ocorrer a cada 3 anos.

São tantas as questões e dúvidas que nós resolvemos pesquisar o que os veterinários e as associações de medicina veterinária recomendam atualmente e o que sugerem como meta no futuro, para manter você informado e seu filhote de quatro patas protegido.

É importante ressaltar que os protocolos de vacinação não são iguais para todo o mundo. Vacinas fundamentais na América Latina podem não ser as mesmas no continente Europeu, Ásia, ou até mesmo na América do Norte.  Países ricos podem adotar protocolos diferentes de países mais pobres. Os riscos de doenças em regiões dentro de um país continental como o Brasil variam significativamente, então é importante entender o contexto quando pesquisamos pela internet e seguir sempre a orientação do médico veterinário.

Como é o protocolo de vacinação no Brasil, hoje?

CÃES

Vacinas Essenciais

Múltipla/Polivalente (óctupla ou déctupla)

  • Cinomose
  • Coronavirose (não passa para humanos nem é o mesmo que causa Covid-19)
  • Parvovirose
  • Parainfluenza canina
  • Hepatite infecciosa canina
  • Adenovirose
  • Leptospirose canina (cepas variadas)

Filhotes: começar entre 6 e 8 semanas de idade e depois repetir em intervalos de 2 a 4 semanas até o filhote completar 16 semanas. A última dose não deve ser realizada antes de 16 semanas. O intervalo entre as doses depende do desafio de cada filhote. Se for um único animal que não tenha contato com outros animais, o ideal seria vacinar com 8, 12 e 16 semanas. Em animais de canis ou abrigos e que tenham um maior desafio, começar com 6 semanas e manter por exemplo um intervalo de 3 em 3 semanas. Repetir anualmente.

As vacinas V8 e V10 imunizam os cachorros contra as mesmas doenças, sendo que a V10 possui sorovares adicionais de leptospira. Porém, na prática, isto não a torna melhor do que a vacina V8, uma vez que no Brasil nunca foram encontrados registros desses diferentes tipos de leptospirose.

Raiva

Uma dose a partir de 12 semanas, repetir anualmente.

Vacinas Não Essenciais

Doenças respiratórias do trato superior

Filhotes: a partir de 8 semanas. Pode ser via nasal (dose única, repetindo anualmente) ou parenteral (2 doses com intervalo de 3 a 4 semanas, também repetindo anualmente).

Giárdia

Duas doses com intervalo de 3 a 4 semanas, repetir anualmente.

Leishmania

Recomendada em áreas de risco (consulte o veterinário para saber se sua região faz parte de uma área de risco). Começar a partir de 16 semanas de idade, após realização de exame específico, 3 doses com 21 dias de intervalo. Repetir anualmente com dose única.

GATOS

Vacinas essenciais

Tríplice ou quádrupla

  • Panleucopenia
  • Rinotraqueíte
  • Calicivirose
  • Clamidiose (vacina quádrupla)

Filhotes: começar entre 6 e 8 semanas de idade e depois repetir em intervalos de 2 a 4 semanas até o filhote completar 16 semanas. A última dose não deve ser realizada antes de 16 semanas. O intervalo entre as doses depende do desafio de cada filhote. Se for um único animal que não tenha contato com outros animais, o ideal seria vacinar com 8, 12 e 16 semanas. Em animais de gatis ou abrigos e que tenham um maior desafio, começar com 6 semanas e manter por exemplo um intervalo de 3 em 3 semanas.

Leucemia Felina FeLV (vacina quíntupla ou individualizada)

Indicada para todos os filhotes. Começar a partir de 8 semanas. Sempre duas doses com 3 a 4 semanas de intervalo.

Após um ano, a FeLV deixa de ser essencial e passa a ser não essencial dependendo do desafio. Gatos com acesso à rua, gatos de gatis ou que possam ter contato com gatos não testados devem ser vacinados anualmente.

Adulto: primeira vacinação com 2 doses e repetir anualmente.

Diretrizes de Vacinação em Cães e Gatos a serem adotadas (protocolos ambiciosos)

O que é e quem definiu essas diretrizes?

O Grupo de Diretrizes de Vacinação (em inglês Vaccination Guideline Group VGG), da Associação Mundial de Veterinários de Pequenos Animais – World Small Animal Veterinary Association (WSAVA) desenvolveu diretrizes de vacinação para cães e gatos que pudessem ter aplicação em todo o mundo. A primeira versão dessas diretrizes foi publicada em 2007 e foram atualizadas em 2010 e 2016.

De 2012 a 2014, o VGG trabalhou em um projeto regional, enfocando os requisitos de vacinação de pequenos animais na Ásia. A partir do sucesso daquele projeto, o VGG embarcou em um segundo projeto regional na América Latina entre 2016 e 2019.

O Grupo de Diretrizes de Vacinação reuniu dados científicos e demográficos durante visitas à Argentina, Brasil e México, através de discussões com líderes de opinião nacionais, visitas às clínicas veterinárias e revisão da literatura científica. Um questionário de pesquisa foi respondido por 1.390 veterinários em cinco países da América Latina e o Grupo de Diretrizes de Vacinação forneceu educação contínua em sete eventos assistidos por mais de 3.500 veterinários.

Em 2017 a Federacion Iberoamericana de Asociaciones Veterinarias de Animales de Compañia (FIAVAC), criou o Comité Latino Americano de Vacunología en Animales de Compañía (COLAVAC) para criar documentos de consenso sobre vacinação de animais de companhia nos países da América Latina. No Brasil, a FIAVAC contou com o apoio da Associação Nacional dos Clínicos Veterinários de Animais de Companhia (ANCLIVEPA – BR) cujas diretrizes da WSAVA e da AVMA (do inglês American Veterinary Medical Association, ou Associação Americana de Médicos Veterinários) deveriam ser seguidos e adequados à realidade brasileira.

Durante essa visita à América Latina foram identificados numerosos desafios, como por exemplo:

  • Alta prevalência regional de algumas doenças infecciosas importantes (por exemplo, infecção pelo vírus da leucemia felina, leishmaniose visceral canina);
  • Ausência quase completa de vacinas contendo uma quantidade mínima de antígenos, como as disponíveis em outros mercados;
  • Ausência relativa de vacinas com duração estendida da imunidade, como as disponíveis em outros mercados;
  • Disponibilidade de vacinas retiradas de outros mercados (por exemplo, vacina para Giárdia);
  • Vacinas exclusivas da América Latina (por exemplo, algumas vacinas para Leishmania);
  • Vacinação realizada sem supervisão veterinária.

O que está definido nas diretrizes é lei?

Estas diretrizes não são um decreto obrigatório, mas de preferência devem ser usadas pelas associações nacionais e clínicas veterinárias individuais para desenvolver esquemas de vacinação relevantes para a situação local. Contudo, o VGG recomenda firmemente que sempre que possível, TODOS os cães e gatos recebam o benefício da vacinação. Isto não só protege o animal individualmente, mas proporciona a “imunidade do rebanho” (já ouviu falar disso?) que minimiza a probabilidade de surtos de doenças infecciosas em populações de cães, gatos e, no caso da raiva, de humanos.

Vale lembrar que o guideline de vacinação descrito abaixo é um guia do que seria ideal (e possível) de se implementar para melhorar a vida dos animais e considerando o poder aquisitivo de seus donos ou cuidadores (nem todos têm dinheiro para fazer várias doses de vacina). No entanto, a aplicação imediata destas recomendações não é tarefa fácil, a começar pelas vacinas que não são especificas para doenças ou grupo de doenças como preconiza a classificação da WSAVA. As vacinas múltiplas, também chamadas de polivalentes, acabam englobando inúmeras doenças, fazendo que não se consiga vacinar cachorros ou gatos de acordo com sua necessidade individual.

Além disso, as vacinas disponíveis nos países da América Latina nem sempre possuem recomendações nas bulas de revacinação no prazo recomendado pelas diretrizes.

E o que dizem essas diretrizes?

O Grupo separou as vacinas de cães e gatos em três grupos:

  • Vacinas Essenciais;
  • Vacinas Não Essenciais;
  • Vacinas Não Recomendadas.

Um dos grandes objetivos do estabelecimento desses três grupos é auxiliar em uma mudança de mentalidade dos clínicos veterinários por todo o mundo: o entendimento de que o excesso de vacinação pode ser tão prejudicial quanto a falta de vacinas

“Devemos ter como meta reduzir a carga de vacinas nos animais, individualmente falando, para minimizar o potencial de reações adversas aos produtos vacinais e reduzir o tempo e o ônus financeiro dos clientes e veterinários em procedimentos médico-veterinários injustificados. Temos observado o desenvolvimento de diretrizes de vacinação baseadas na análise racional das necessidades de vacina de cada animal de estimação.” Diretrizes para a Vacinação de Cães e Gatos – WSAVA 2016.

Uma das considerações feitas pelo VGG é de que o anticorpo materno (do inglês Maternal Derived Antibodies – MDA) interfere na eficácia da maioria das atuais vacinas essenciais administradas aos filhotes de cães e gatos no início da vida. Ou seja, se a mãe do filhote foi vacinada adequadamente, os anticorpos dela passarão para os bebês (mantendo-os imunizados) e os anticorpos adquiridos pelos filhotes vão “brigar” com os anticorpos provenientes da vacinação. Como o nível do MDA varia significativamente entre as ninhadas, o VGG recomenda que os filhotes devem ser vacinados com várias doses das vacinas essenciais, sendo que a última dose deve ser feita com 16 semanas (cerca de 4 meses), ou depois disso (quando os anticorpos fornecidos pela mãe não interferem mais com os anticorpos da vacina e finalmente o filhote fica realmente imunizado) e então seguida de uma dose de reforço aos 6 ou 12 meses de idade.

O VGG recomenda ainda que se inicie as vacinas entre a 6ª e a 9ª semana de vida do filhote, podendo o intervalo entre as doses ser de 3 ou 4 semanas.

Assim sendo, caso a primeira dose seja feita com 6 ou 7 semanas de idade, recomendam-se 4 doses no total, com 6, 9, 12 e 16 semanas ou 6, 10, 14 e 18 semanas de idade.

Se a primeira dose for com 8 ou 9 semanas de idade, recomendam-se 3 doses no total, com 8, 12 e 16 semanas (podendo ser realizado o protocolo com 4 aplicações nestes casos também, com 8, 11, 14 e 17 semanas, de acordo com a necessidade individual).

Nas situações culturais ou financeiras em que o animal de estimação pode ter apenas o benefício de uma única vacinação, aquela vacinação deve ser com vacinas essenciais na idade de 16 semanas ou mais.

Quais são as vacinas definidas como Essenciais?

Aquelas que TODOS os cães e gatos, independentemente das circunstâncias ou localização geográfica, devem receber. As vacinas essenciais protegem os animais de doenças graves, potencialmente fatais, que têm distribuição global. As vacinas precisam ter qualidade atestada e preferivelmente na forma de vírus vivos modificados (vacina contendo vírus vivo modificado, VVM).

CachorroGato
Cinomose canina (CDV)Parvovírus felino (FPV)
Adenovírus canino (CAV)Calicivírus felino (FCV)
Parvovírus canino tipo 2 (CPV-2)Herpesvírus felino 1 (FHV1)
RaivaRaiva

Mesmo essas vacinas não devem ser dadas sem necessidade. As vacinas essenciais de qualidade (contendo VVM) não devem ser dadas mais frequentemente do que a cada três anos após a injeção de reforço aos 6 ou 12 meses subsequente à série primaria dos filhotes de cães/gatos, pois a duração da imunidade (DI) é de vários anos, podendo durar até o fim da vida do animal de estimação (embora as autoridades reguladoras dos países da América Latina exijam a revacinação anual com vacinas essenciais internacionais contendo VVM licenciadas em outros locais para uso a intervalos de 3 anos). Uma exceção pode ser os cães idosos, que deveriam ser vacinados, pelo menos, de dois em dois anos, pois a resposta vacinal pode ser baixa devido à queda de imunidade. Nos gatos, a exceção pode ser os que correm alto risco de contrair o Vírus do Trato Respiratório Superior Felino (Rinotraqueíte), que deveriam ser vacinados anualmente. A sorologia pode ser usada para monitorar a imunidade protetora (para Cinomose, Adenovírus Canino, Parvovírus Canino Tipo 2 e Parvovírus Felino) e para auxiliar na tomada de decisão sobre intervalos de revacinação.

Não há dúvidas de que nas campanhas de vacinação em massa (particularmente onde estas visam vacinar cães de rua ou cães comunitários) a revacinação anual é essencial.

Todas as vacinas antirrábicas caninas de qualidade possuem licença de duração de imunidade de 3 anos em muitos países fora da América Latina (note que isto não se refere às campanhas de vacinação em massa). Embora as bulas contendo 3 anos de duração de imunidade não sejam atualmente aceitas pelos países da América Latina, o VGG incentiva as autoridades reguladoras nacionais e locais a permitirem que os médicos veterinários utilizem estas vacinas de acordo com as diretrizes da WSAVA como produtos com “uso fora da indicação da bula”, com consentimento do cliente. Esta abordagem tem sido usada com sucesso em outros países que aguardam a aceitação pelas autoridades nacionais e locais das bulas de revacinação a cada 3 anos das vacinas internacionais com qualidade garantida.

Vacinas de alta qualidade contra o Parvovírus Felino, contendo VVM, demonstraram fornecer imunidade robusta de longa duração para a grande maioria dos gatos vacinados quando usadas de acordo com as diretrizes do VGG da WSAVA. Como precaução, geralmente recomenda-se a revacinação a cada 3 anos. Vacinas de alta qualidade contra Calcivírus Felino e Herpesvírus Felino contendo VVM não fornecem tal proteção robusta e de longa duração como as vacinas contra Parvovírus. A imunidade conferida por essas vacinas não consegue prevenir infecção ou o desenvolvimento do estado de portador. No entanto, para os gatos com estilos de vida de “baixo risco” (isto é, gatos que vivem somente dentro de casa e que não visitam gatis de hospedagem), considera-se que a vacinação a cada 3 anos forneça proteção suficiente. Para gatos em risco mais alto de infecção (isto é, gatos com acesso ao ar livre ou gatos que visitam regularmente um gatil de hospedagem), a revacinação anual é recomendada.

Quais são as vacinas definidas como Não Essenciais?

Aquelas que são necessárias somente para os animais cuja localização geográfica, ambiente local ou estilo de vida os coloca em risco de contrair infecções específicas. Elas só não devem ser aplicadas onde não houver evidência de uma doença, ou quando o risco de exposição for mínimo.

CachorroGato
LepstopiroseLeucemia Felina FeLV
ParainfluenzaImunodeficiencai Felina FIV
(não disponível na América Latina)
LeishmaniaBordetella
(não disponível na América Latina)
Bordetella (Tosse dos Canis) Clamidia Felis
Influenza Canina
Borrelia

As vacinas não essenciais geralmente são administradas anualmente a menos que seja recomendado especificamente de outra forma.

As vacinas contra FeLV (Leucemia Felina – altamente prevalente nas regiões Sul e Sudeste do Brasil) podem ser administradas a cada 2 anos para gatos adultos (algumas vacinas contra FeLV, de qualidade garantida, possuem duração de imunidade licenciada de 2 ou 3 anos em mercados fora da América Latina).

Quais são as Vacinas definidas como Não Recomendadas?

O VGG também classificou algumas vacinas como não recomendadas (onde não há evidência científica suficiente para justificar seu uso) e não considerou inúmeros produtos minoritários que têm disponibilidade geográfica ou aplicação restrita.

CachorroGato
Coronavírus (todos os tipos,
não tem relação com o
Coronavírus humano)                
Peritonite Infecciosa Felina
(Não disponível na América Latina)
GiardiaMicrosporum
Microsporum

Conclusão:

Ainda há um longo caminho para que o Brasil adote as diretrizes do protocolo da vacinação ambicioso sugerido pela WSAVA já que são muitos os desafios e particularidades de cada região do país. É preciso mudar leis e hábitos da prática veterinária que podem pecar pelo excesso de revacinação, e que haja mudança nas linhas de fabricação e nas bulas das vacinas para que possam ser oferecidas de acordo com o grupo de vacinas essenciais e não essenciais, separadamente, e que a qualidade dos componentes seja compatível com a recomendação de revacinação dos países mais avançados. Enquanto não chegamos a este ponto, o melhor para a segurança do seu peludo é seguir as recomendações do seu veterinário (mas pode questioná-lo sobre a real necessidade de cada vacina para o seu amigo de quatro patas), e não usar vacinas de procedência duvidosa ou que podem ter sido armazenadas de forma inadequada. Seu veterinário é sempre a melhor fonte para tirar suas dúvidas.

Fontes de consulta:

MSD Saúde Animal – Doença viral do trato respiratório superior felino

Boehringer Ingelheim – Diretrizes Para a Vacinação de Cães e Gatos

Virbac – Vacinação de cães e gatos: as recomendações do Grupo de Diretrizes de Vacinação do WSAVA (Guideline de 2016)

Zoetis – Guia para Vacinação de Cães no Brasil

WSAVA – DIRETRIZES PARA A VACINAÇÃO DE CÃES E GATOS COMPILADAS PELO GRUPO DE DIRETRIZES DE VACINAÇÃO (VGG) DA ASSOCIAÇÃO VETERINÁRIA MUNDIAL DE PEQUENOS ANIMAIS (WSAVA)

WSAVA – Recomendações sobre a vacinação para médicos veterinários de pequenos animais da América Latina: um relatório do Grupo de Diretrizes de Vacinação da WSAVA

WSAVA – CONSELHOS PARA VETERINÁRIOS SOBRE VACINAÇÃO DE ROTINA DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19

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