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Vai-vai-vai começar a brincadeira!

Tratados como membros da família, nossos peludos têm hoje uma caixa de brinquedos de fazer inveja aos irmãos humanos, e a farra começa na infância. Afinal, é bem melhor (e mais barato) entreter as boquinhas nervosas e curiosas com brinquedos seguros e próprios para cães e gatos do que mandar reformar o sofá recém-comprado ou correr para o veterinário porque o danado engoliu um pedaço de Lego.

Com o passar do tempo os bichos vão mostrando suas preferências: há quem goste de pelúcias, há quem goste de apitos, há quem goste dos dois, e por aí vai. Escolha brinquedos de acordo com o gosto e as necessidades do seu animal. Alguns não são feitos apenas para entretê-los, e sim para fornecer o exercício necessário para manter o bicho saudável e ativo. Por exemplo, se você não tem tempo para caminhadas diárias pelo bairro ou no parque, eles podem ajudar a manter o patudo em forma. Você pode jogar a bolinha e ensiná-lo a trazer de volta, ou esconder um brinquedo e ir buscá-lo com o seu cão e ter um momento de ligação especial, ou ainda usá-lo como “moeda de troca” em exercícios de obediência. Brinquedos recheáveis fazem muito sucesso e aliviam (um pouco, ao menos) nossa culpa quando passamos muito tempo fora. Por sinal, gatos que não têm companhia por diversas horas – ou que são do “comando da madrugada” – certamente vão agradecer um bom kit de entretenimento (e o seu sono também!).

Mas como aproveitar melhor os brinquedos do seu melhor amigo? A primeira dica é não fazer economia besta. Como assim? Por exemplo, comprando um brinquedo menor do que o recomendado para o porte do seu bichão ou feitos com material inferior só porque é mais barato. Além de não resistirem a algumas dentadas, podem soltar pedaços e até asfixiar o animal, já que brinquedos muito pequenos não combinam com cachorros grandes. Uma das cenas mais tristes que já presenciei foi a morte por asfixia de um Border Collie que engoliu uma bolinha pequena demais para seu porte durante a brincadeira no parque. Por favor, nunca, nunca, mas nunca mesmo comprometa a segurança e a saúde do seu amigão.

É bacana, também, observar as preferências (e manias) do seu peludo. De nada adianta dar um bicho de pelúcia que custa caro para um cão com vocação natural para cirurgião, que não vai sossegar enquanto não retirar todo o recheio – melhor investir em um Kong recheável.  Cães obsessivos com apito só vão parar quando conseguirem dar cabo do barulho – mas aí, né? Acabou a graça! E por falar em barulho… avalie a tolerância do vizinho do andar de baixo antes de oferecer um osso de canela para o seu amiguinho de quatro patas: brinquedos mais leves podem evitar multas do condomínio e caras feias no elevador.

É muito importante cuidar dos brinquedos do seu bicho – lembre-se que a interação acontece pela boca, e a higienização é necessária. Coloque pelúcias, brinquedos de corda, etc. na máquina de lavar (aqueles saquinhos protetores com zíper quebram o maior galho) e use uma escovinha macia em bolas de borracha, ossos de nylon, etc. Enxague bem para o seu peludo não lamber sabão!

Não se zangue se o animal destruir os brinquedos: eles são importantes no controle da ansiedade e ajudam a gastar energia e dar vazão aos instintos naturais. Esse comportamento é saudável desde que o cão não engula os pedaços que vão sendo arrancados e entenda que só pode brincar e destruir os seus brinquedos e não os outros objetos da casa. Sem dúvida sai muito mais barato repor um brinquedo do que um sofá, um sapato, ou um batente de porta. Lembre-se que todo brinquedo tem sua vida útil: quando começar a lascar ou soltar pedaços, jogue fora (e preserve a saúde do seu bicho).

Seu peludo enjoa dos brinquedos? Experimente guardá-los e oferecer novamente depois de algum tempo. Ele vai se amarrar na “novidade”! Pense, também, que animais que vivem em abrigos também precisam de diversão (e como!), e aceitarão de bom grado o que houver em excesso na cesta do seu companheiro.

Explore, também, novas possibilidades: filhotes que estão trocando os dentes ou bichos calorentos vão adorar um brinquedo “congelado” – embale em um saquinho e coloqueno freezer por algumas horas para aumentar a diversão! Se você tem espaço livre, experimente amarrar o brinquedo a um elástico preso num galho de árvore, por exemplo, mas de forma que ele consiga alcançá-lo depois de algumas tentativas – o peludo merece uma recompensa pela determinação e gasto de calorias!

Brincar com seu cachorro ou gato não é bom só para o bicho: é uma oportunidade diária de relaxar, deixar os problemas de lado, dar boas risadas e estreitar seu relacionamento com esse serzinho tão amado. Aproveite!

 

Regina Ramoska e Cláudia Pizzolatto

 

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