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Você fantasia seu peludo no carnaval?

Fantasiar ou não fantasiar?

O uso de roupinhas alegóricas e fantasias em cães e gatos é uma diversão inofensiva ou crueldade?

Cada dia mais nos fazemos estas perguntas, já que a relação com nossos bichos se torna mais próxima e mais semelhante aos cuidados que temos com nossas crianças.

Donos de cães nos Estados Unidos gastam US$ 350 milhões por ano em trajes elaborados para seus animais de estimação, e a tendência está se espalhando para a Grã-Bretanha. Lá, além das comemorações mais discretas do Carnaval, tem o dia das Bruxas quando as vendas de fantasias para os peludos realmente explode. A grande diversão é usar fantasias coordenadas entre donos e cães.

Há roupas fofas de abóbora, Darth Vader, Chewbaca e leõezinhos. Essa tendência é em parte resultado da era do Instagram; nas mídias sociais, vídeos de animais de estimação fantasiados são um gênero por si só. Vídeos de compilação de cachorros fantasiados podem acumular milhões de visualizações no YouTube, e há quase 200 mil postagens no Instagram com a hashtag #dogcostume. Usuários de mídia social enlouqueceram com o buldogue francês de Chrissy Teigen, vestido de bacon, o filhote de shiba inu de Ariana Grande vestido de dinossauro e Miley Cyrus vestindo toda a sua comitiva canina como banana split, hambúrguer, cachorro-quente e OVNI.

Mas a tendência não encontra aprovação irrestrita entre adestradores renomados e comportamentalistas. As ponderações passam por aspectos sobre o quanto os peludos podem ficar estressados, desconfortáveis e até superaquecidos sem que haja nenhuma outra justificativa que não seja o divertimento dos humanos. Enquanto botas e casacos podem oferecer proteção contra as intempéries, trajes elaborados não.

“Nem todo cachorro está confortável com muita manipulação e alguns ficarão muito estressados se você tentar colocá-los em uma fantasia – especialmente se envolve forçar as pernas em mangas ou colocar algo na cabeça.” Diz um treinador.

Os que defendem as fantasias mais simples ponderam que: “Muitos cães usam casacos no inverno, e cães de assistência usam jaquetas o tempo todo em que estão trabalhando. Muitos cães nem gostam de coleiras ou arreios, mas isso é considerado aceitável. Do ponto de vista de um cachorro, um traje simples não será muito diferente, então uma fantasia, em um dia, não faz tanto mal assim.”

Existem donos que preferem fazer um corte extravagante nos pelos do bichão, tingi-los para parerem tigres, pandas, unicórnios ou zebras. Claro que os cães ficam lindos e recebem muita atenção, mas é preciso cuidado para que nossos amigos de quatro patas não venham a sofrer com reações alérgicas.

O que todos os especialistas e amantes de animais têm em comum é que nunca devemos perder de vista o bem-estar e a saúde dos nossos queridos bichos. Qualquer coisa que um cão usa não deve inibir o comportamento natural; um cão deve sempre ser permitido ser um cachorro. Um traje com capuz causará estresse e, portanto, mudará o comportamento do cão e deve ser evitado. A outra coisa é cuidar do material – um cachorro vai ficar muito quente em poliéster ou nylon. Devemos ficar atentos, pois o cão também dirá se está infeliz, incomodado ou estressado. Se a linguagem corporal deles não for alegre e relaxada, o melhor é esquecer a fantasia completamente. Se você é um dono que curte estar com seu cão em todas as ocasiões e acha que ele vai se divertir, saiba que a farra no Carnaval pode ser bastante divertida, contanto que não se esqueça de alguns detalhes:

1. Escolha uma fantasia confortável

Vai levar o seu peludo para a avenida? Nada de fantasias que esquentem muito ou adereços que machuquem o patudo!

2. Não se esqueça de hidratar e descansar

Com as altas temperaturas, é importante providenciar muita água e pausas para descansar longe da multidão.

3. Pense se seu peludo vai gostar da festa

Deixe seu amigão em casa se ele se assusta facilmente, ou não gosta de pessoas estranhas perto dele ou de você. Afinal, vocês dois merecem se divertir nos festejos.

4. Atenção redobrada no meio da multidão

A bagunça pode ficar fora de controle: é preciso cuidado extra para não entrar no tumulto, evitando assim que seu bicho seja pisoteado.

5. Fique de olho no chão

Observe se não há cacos de vidro ou objetos no chão que possam machucar o peludo. Muita atenção à temperatura do asfalto para que ele não queime as patas.

6. Procure por espaços mais tranquilos

Vai acompanhar um bloco junto com o cão?  Dê preferência por caminhar no final ou bem nas laterais do cortejo, onde a concentração de pessoas é menor.

7. Não se esqueça dos acessórios obrigatórios

Coleira e guia sempre e com uma medalha de identificação para o caso do cachorrão se soltar.

 

Agora é só preparar as fantasias e cair na folia com seu amigão!

Fonte de consulta: www.theguardian.com

 

Cláudia Pizzolatto

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